Três pessoas morreram em decorrência de um surto de doença dos legionários na cidade de Nova York, informou o departamento de saúde da cidade.
Até domingo (19), foram relatados 74 casos e oito pessoas estão hospitalizadas. 51 pessoas que estavam hospitalizadas receberam alta.
“Estamos profundamente consternados ao saber que mais um nova-iorquino perdeu a vida para a doença do legionário no Upper East Side. Nossos mais sinceros pêsames aos seus entes queridos neste momento de luto”, disse o Dr. Alister F. Martin, Comissário de Saúde da cidade de Nova York, em um comunicado.
As autoridades acreditam que os casos estão relacionados com bactérias encontradas nas torres de resfriamento de edifícios no Upper East Side. As torres de 76 edifícios testaram positivo para a bactéria Legionella, e seus proprietários foram obrigados a drená-las, limpá-las e desinfetá-las.
A prefeitura informou que todos os 76 prédios confirmaram ter concluído as obras de desinfecção necessárias. O departamento de saúde municipal afirmou que houve uma queda acentuada nos casos de doenças a partir de 8 de julho.
No ano passado, um surto comunitário de casos no Harlem levou 92 pessoas ao hospital e causou sete mortes. Esses casos foram relacionados a torres de resfriamento, o que levou a cidade a promulgar uma lei em maio que exige inspeções mais frequentes dos equipamentos e multas maiores para proprietários que não cumprirem a lei.
As torres de resfriamento, usadas para refrigeração e resfriamento geral de edifícios, expulsam o calor do edifício para a atmosfera, puxando o ar externo através de água quente proveniente de um resfriador central, que é pulverizada sobre um material de enchimento. À medida que os ventiladores puxam o ar através da água, uma pequena quantidade evapora, resfriando a água restante, que recircula para absorver mais calor. As pessoas podem adoecer ao serem expostas ao vapor desses sistemas se houver bactérias nele.
Estudos mostram que torres de resfriamento e outros ambientes quentes e úmidos, como banheiras de hidromassagem, spas, fontes e alguns sistemas de encanamento, são particularmente vulneráveis à bactéria Legionella.
Autoridades de saúde pública observaram que esse surto específico de casos não está relacionado à água potável, chuveiros ou aparelhos de ar condicionado.
Nova York registra centenas de casos de Legionella todos os anos, mas as autoridades notaram um aumento acentuado de casos concentrados em três CEPs específicos: 10128, 10028 e 10075. Recomenda-se que qualquer pessoa que tenha estado nessa área nas últimas duas semanas fique atenta a sintomas como febre, calafrios, fadiga, dores de cabeça, falta de apetite, confusão mental e diarreia.
A doença dos legionários não é contagiosa e pode ser controlada se os pacientes receberem antibióticos logo no início da doença.
A maioria das pessoas expostas à bactéria Legionella não fica doente, mas é possível adoecer após exposição alta ou repetida, especialmente em grupos vulneráveis, como pessoas com mais de 50 anos, fumantes ou que usam cigarros eletrônicos, ou que têm sistema imunológico enfraquecido ou problemas de saúde preexistentes, como diabetes ou doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares.
Não existe vacina ou medicamento para prevenir a doença, e as máscaras não parecem oferecer proteção, afirmou o departamento de saúde de Nova York.
