4 setembro, 2026
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Preço da arroba do chamado “boi-China” avançou R$ 3/@ e chegou a R$ 348/@

Preço da arroba do chamado “boi-China” avançou R$ 3/@ e chegou a R$ 348/@

Menor disponibilidade de animais terminados, escalas de abate mais curtas e resistência dos pecuaristas sustentam a arroba; contratos futuros voltam a avançar e reforçam expectativa de preços firmes no último trimestre.

O mercado do boi gordo entrou em setembro com uma combinação cada vez mais favorável à sustentação dos preços. A disponibilidade restrita de animais prontos para abate, a dificuldade dos frigoríficos em alongar suas escalas e a postura mais firme dos pecuaristas voltaram a pressionar as cotações nas principais regiões produtoras.

Em São Paulo, um dos sinais mais claros veio do animal destinado à exportação. O chamado “boi-China” avançou R$ 3 por arroba e chegou a R$ 348/@, no prazo e valor bruto, segundo levantamento citado pela Scot Consultoria. A novilha gorda também subiu R$ 3/@, para R$ 335/@, enquanto o boi gordo destinado ao mercado interno permaneceu ao redor de R$ 345/@.

A movimentação não ocorre isoladamente. Dados reunidos pela Safras & Mercado apontaram preços médios do boi gordo de R$ 345,72 em São Paulo, R$ 335,54 em Goiás, R$ 334,12 em Minas Gerais, R$ 343,66 em Mato Grosso do Sul e R$ 328,51 em Mato Grosso.

O conjunto desses indicadores mostra um mercado que começa setembro mais firme, mas ainda marcado por uma disputa entre frigoríficos e pecuaristas pela formação dos preços.

Escalas curtas aumentam pressão sobre os frigoríficos

Segundo análise da Safras & Mercado, as escalas de abate estão mais curtas, principalmente entre frigoríficos de menor porte. As grandes indústrias ainda possuem situação relativamente confortável em suas programações, condição que, por enquanto, ajuda a impedir uma disparada mais intensa das cotações.

A Agrifatto também identifica maior firmeza no mercado físico após semanas de estabilidade e pressão baixista. A consultoria aponta que a oferta controlada de animais terminados e a resistência dos pecuaristas em aceitar propostas abaixo das referências obrigaram frigoríficos com maior necessidade de compra a melhorar suas ofertas.

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