4 julho, 2026
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MS reduz 52% importação de fertilizantes em 2026

Compras externas recuaram de 90,3 mil para 43,4 mil toneladas entre janeiro e maio

Alta dos preços faz importação de fertilizantes cair 52% em MS
Plantação situada na região sul do estado. (Foto: Marcos Maluf)

A alta dos preços no mercado internacional fez Mato Grosso do Sul reduzir em 52% a importação de fertilizantes entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

MS reduziu em 52% a importação de fertilizantes entre janeiro e maio de 2026, segundo a Aprosoja. O volume caiu de 90,3 mil para 43,4 mil toneladas devido à alta de preços, conflitos internacionais e problemas no transporte. Os fosfatados tiveram a maior queda, de 93,3%. O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes consumidos, e o preço da ureia subiu mais de 50% em 2026, pressionando os custos rurais.

O volume adquirido no exterior caiu de 90,3 mil para 43,4 mil toneladas diante das incertezas provocadas por conflitos internacionais e problemas na oferta e no transporte de insumos, segundo levantamento da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), publicado nesta sexta-feira (3).

A maior retração ocorreu entre os fosfatados. As compras externas despencaram de 15 mil toneladas nos cinco primeiros meses de 2025 para 1 mil toneladas no mesmo intervalo deste ano, redução de 93,3%.

Os nitrogenados registraram a segunda maior queda. O Estado importou 21,3 mil toneladas até maio, ante 45,4 mil toneladas um ano antes. O recuo chegou a 53,1%.

Já a aquisição de potássicos passou de 20,9 mil para 14,1 mil toneladas, diferença de 32,5%. Os três grupos formam a base dos principais nutrientes usados na adubação das lavouras.

A  entidade relaciona o cenário à instabilidade no comércio mundial. A guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões entre Estados Unidos e Irã afetaram a cadeia de suprimentos e pressionaram as cotações. O estudo também cita o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo no Oriente Médio.

O impacto ganha peso no Brasil por causa da dependência de fornecedores estrangeiros. Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) citados no informativo indicam que o País importa cerca de 80% dos fertilizantes que consome. A parcela chega a 97,8% no caso do potássio e a 89% entre os produtos à base de nitrogênio.

Um dos reflexos aparece no preço da ureia, insumo usado principalmente no cultivo do milho. Segundo o levantamento, a cotação subiu mais de 50% desde o começo deste ano. A escalada aumenta a pressão sobre os custos das propriedades rurais justamente no período de preparação da próxima safra.

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