10 agosto, 2026
IníciosaudeIfood e Mercado Livre: entenda decisão da Anvisa sobre entrega de remédios

Ifood e Mercado Livre: entenda decisão da Anvisa sobre entrega de remédios

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revogou, nesta segunda-feira (10), as medidas que proibiam a comerciailzação e a propaganda de medicamentos por grandes plataformas digitais, como Ifood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas.

A decisão, publicada no DOU (Diário Oficial da União), representa um marco na logística farmacêutica do país.

O que mudou?

Anteriormente, a agência mantinha ações de fiscalização que impediam que os aplicativos operassem no setor de saúde. No caso de Rappi e Ifood, a proibição abrangia a comercialização, distribuição e propaganda. 

Já para o Mercado Livre e o grupo B2W (Americanas e Submarino, o impedimento recaía sobre a comercialização e a publicidades dos produtos. 

A mudança ocorre em conformidade com a Lei nº 15.357, em vigor desde 20 de março de 2026. A legislação passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para a logística e entrega de medicamentos aos consumidores. 

Vale destacar que a Shopee já havia recebido liberação semelhante em publicação realizada na última quinta-feira (6).

Regras e fiscalização

Apesar da revogação das proibições, a Anvisa ressalta que o processo não garante uma autorização automática para que as empresas comecem a vender remédios imediatamente. Entenda os pontos de atenção:

  • Regulamentação pendente: a autorização definitiva ainda depende de uma regulamentação específica que será editada pela agência;
  • Conformidade sanitária: as empresas não estão isentas de cumprir integralmente toda a regulamentação sanitária vigente;
  • Parceria com fármacias: a lei exige que a venda seja feita por estabelecimentos (famácias e drogarias) que possuam liçença regular).

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Outro lado das empresas

Mercado Livre

“O Mercado Livre recebe positivamente a decisão da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10/08), que autoriza plataformas digitais a realizar entregas de medicamentos vendidos por farmácias e drogarias regularmente licenciadas. A medida privilegia a livre concorrência e representa um avanço para a modernização do setor de saúde e para a democratização do acesso a medicamentos no Brasil.

A companhia atua hoje na venda de medicamentos com uma operação piloto de venda direta (first party – 1P) em São Paulo. Implementar o modelo de venda indireta (third party – 3P) de marketplace de farmácias é um avanço significativo para ampliar o acesso a medicamentos para consumidores em todo o país, incluindo regiões com menor cobertura de estabelecimentos físicos.

O Mercado Livre acompanha de perto a revisão em curso da regulamentação pela Anvisa e mantém canais abertos de diálogo com os órgãos responsáveis. A companhia está à disposição para contribuir na construção de um marco regulatório que assegure segurança, transparência e maior acessibilidade para todos os brasileiros.”

Grupo B2W

“A Americanas informa que, atualmente, não comercializa medicamentos em suas plataformas. A companhia reitera que segue atenta às decisões da Anvisa e dos demais órgãos reguladores relacionados à venda de produtos em seus canais de venda.”

Shopee

“A Shopee reconhece como um avanço positivo a decisão da Anvisa que permite a venda de medicamentos na plataforma, fortalecendo o e-commerce e o acesso a produtos regulamentados no país. Em linha com a regulamentação, essa venda será permitida exclusivamente por farmácias e drogarias devidamente licenciadas. Seguimos acompanhando as atualizações da Anvisa e reafirmamos nosso compromisso de cumprir rigorosamente suas normas.”

A CNN Brasil entrou em contato com as outras empresas citadas na decisão sobre o novo cenário de entregas. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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