O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (20/5), sanções contra 12 pessoas e duas empresas mexicanas ligadas ao Cartel de Sinaloa, apontado por Washington como uma das principais organizações responsáveis pelo tráfico de fentanil para território norte-americano.
Cartel de Sinaloa é rival histórico de Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo El Mencho, fundador e líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).
As medidas foram divulgadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), e atingem duas redes criminosas acusadas de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e uso de criptomoedas para movimentar recursos do narcotráfico.
Segundo o comunicado oficial, as sanções têm como foco grupos ligados à facção “Los Chapitos”, formada pelos filhos de Joaquín Guzmán Loera, ex-líder do cartel extraditado e condenado nos Estados Unidos.
Alvos das sanções
Entre os principais alvos está Armando de Jesús Ojeda Avilés, acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de fentanil, cocaína e metanfetamina.
De acordo com o governo Trump, ele coordenava a coleta de dinheiro em espécie nos EUA e convertia os valores em criptomoedas para posterior envio ao cartel no México.
As autoridades norte-americanas afirmam que Ojeda Avilés assumiu o comando financeiro da facção após a morte de Mario Alberto Jiménez Castro, conhecido como “El Kastor”, assassinado em fevereiro de 2025.
Também foram sancionados integrantes de sua rede, incluindo Jesús Alonso Aispuro Félix, apontado como operador financeiro especializado em transferências via criptoativos, e Rodrigo Alarcón Palomares, acusado de recolher recursos do narcotráfico em solo norte-americano.
Além de indivíduos, o OFAC incluiu na lista de bloqueios a empresa de segurança mexicana Grupo Especial Mamba Negra e o restaurante Gorditas Chiwas, ambos ligados ao empresário Alfredo Orozco Romero, identificado como aliado de Ojeda Avilés.
Chuy González
As sanções também atingem a organização liderada por Jesús González Peñuelas, conhecido como “Chuy González”.
Segundo os EUA, ele atua desde 2007 no tráfico de heroína, metanfetamina, cocaína e fentanil, com operações em estados americanos como Califórnia, Texas, Colorado, Washington, Utah e Nevada.
Agora, o governo norte-americano o enquadrou também sob normas antiterrorismo, após a classificação do Cartel de Sinaloa como Organização Terrorista Estrangeira, em fevereiro de 2025.
As sanções determinam o congelamento de bens e ativos dos envolvidos nos Estados Unidos e proíbem qualquer transação financeira com cidadãos, empresas ou instituições americanas.




