2 novembro, 2026
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Democratas têm candidatos mais perigosos da história, diz Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz nesta segunda-feira (2/11) um pronunciamento no espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington, para apresentar sua mensagem final antes das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms.

A fala ocorre na véspera da votação, marcada para terça-feira (3/11), quando os norte-americanos escolherão os representantes do Congresso. Em seu discurso, Trump voltou a atacar o partido Democrata e declarou que essas eleições são as mais “importantes da vida” dos norte-americanos. 

“O Partido Democrata está comandando um grupo dos candidatos mais perigosos da história. Os mais perigosos já apresentados. Nunca houve nada como eles […]. Todos comprometidos com a mesma agenda radical: fronteiras abertas, aumento de impostos, tirar suas armas, elevar os custos de energia às alturas e abrir as portas para um dilúvio de imigrantes”, argumentou.

O presidente tenta mobilizar eleitores republicanos para preservar a maioria do partido nas duas Casas legislativas, em uma disputa que poderá definir os rumos da segunda metade de seu mandato.

O pronunciamento no Lincoln Memorial é o último grande apelo público de Trump antes do pleito. No domingo (1º/11), o republicano realizou, em Salina, no Kansas, seu último comício presencial de uma maratona de 28 compromissos eleitorais. A agenda foi organizada para impulsionar candidatos do partido e fortalecer a mobilização de sua base.

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do Metrópoles

Durante o evento, Trump pediu aos apoiadores que compareçam às urnas e tratem a votação como se ele próprio estivesse na disputa. O presidente também reconheceu a dificuldade histórica dos republicanos nas eleições de meio de mandato, quando o partido que ocupa a Casa Branca costuma enfrentar perdas no Congresso.

EUA: aprovação de Trump cai para 31% a duas semanas das eleições
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EUA: aprovação de Trump cai para 31% a duas semanas das eleições

Joyce N. Boghosian/Casa Branca

Escudo das Américas foi criado durante o governo atual de Donald Trump, dos EUA
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Escudo das Américas foi criado durante o governo atual de Donald Trump, dos EUA

Molly Riley/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

White House/Reprodução

Desgaste de Trump pressiona republicanos

A ofensiva eleitoral ocorre em um momento de desgaste da popularidade do presidente. Uma pesquisa da NBC News divulgada no domingo apontou que 40% dos eleitores aprovam a atuação de Trump, enquanto 60% desaprovam seu desempenho. O índice de rejeição é o mais alto registrado pela emissora durante os dois mandatos do republicano.

O levantamento também identificou vantagem democrata na preferência dos eleitores para o controle do Congresso. Entre os entrevistados, 52% disseram preferir que o Partido Democrata assuma o comando das Casas legislativas, ante 45% que optaram pelos republicanos.

A insatisfação com o custo de vida, a condução da economia, as tarifas comerciais e os efeitos da guerra contra o Irã pressionam a Casa Branca às vésperas da votação.

O resultado representa um desafio para Trump, que construiu parte de sua campanha presidencial de 2024 em torno da promessa de reduzir os preços e melhorar as condições econômicas dos norte-americanos.

O que está em jogo nas eleições

As midterms renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os parlamentares eleitos assumirão os mandatos em janeiro de 2027, com o início da 120ª legislatura do Congresso.

Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas por uma margem estreita. Para conquistar a maioria na Câmara, um partido precisa alcançar pelo menos 218 cadeiras.

Embora Trump não dispute nenhum cargo nesta eleição, o resultado terá impacto direto sobre a capacidade de seu governo de aprovar projetos e implementar políticas públicas até o fim do mandato, em janeiro de 2029.

Uma eventual retomada do controle da Câmara ou do Senado pelos democratas poderá ampliar a resistência legislativa à agenda presidencial, além de fortalecer os mecanismos de fiscalização sobre as decisões do Executivo.

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