4 junho, 2026
IníciosaudeCasos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem em todos os estados

Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem em todos os estados

Novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) nesta quarta-feira (3), evidencia aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em todo o território brasileiro. O aumento se deve à maior incidência de influenza A, rinovírus e VSR (vírus sincicial respiratório).

O levantamento indica que todas as unidades federativas atingiram níveis de alerta de risco ou alto risco, além de projeção de crescimento de casos nas próximas semanas. Desde o início de 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial.

Para casos de SRAG ligados à influenza, o estudo aponta que crianças menores de dois anos são o principal grupo afetado, mas a mortalidade é maior entre a população com mais de 65 anos. Nas quatro últimas semanas, do número total de óbitos, 49% foram em decorrência de influenza A e 8,2% de influenza B. Em casos ligados às outras doenças, a proporção foi de 16,6% de VSR, 16,9% de rinovírus e 9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Especialistas alertam que a vacinação é o principal meio de prevenção da síndrome

A vacinação é apontada por especialistas como principal profilaxia para as doenças causadas por VSR. Eles ressaltam que é importante que, principalmente grupos de risco, como idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades, sejam prioridade e se atentem à atualização das doses de vacinas para doenças como Influenza e Covid-19.

“A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus respiratórios que causam SRAG, como VSR, influenza e Covid-19, é a vacinação. Portanto, é essencial que a população de maior risco receba os imunizantes”, defende a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.

“A vacina contra o VSR é aplicada em gestantes para que elas produzam e transmitam anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de vida”, acrescenta.

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