PRODUTORES RURAIS CLAMAM POR SOLUÇÃO EM CONFLITO NO MS

- 18/07/2015 - 0:00 | 0 comentários
Segurança Pública


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Durante reunião em Brasília, produtores rurais expuseram realidade enfrentada pelas invasões em Mato Grosso do Sul.

Um grupo de produtores rurais da fronteira esteve nesta semana em Brasília, para participar de reunião com o Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, quando novamente clamaram por uma solução pacífica e definitiva para a questão do conflito por terra na região de fronteira, especialmente entre Ponta Porã e Aral Moreira.

Hoje, áreas rurais estão ocupadas por comunidades indígenas. Em Ponta Porã, na região do Guaíba e no distrito de Cabeceira do Apa e em Aral Moreira, onde inclusive já houve confronto armado. No encontro de terça-feira passada, os produtores expuseram toda a realidade vivida tanto do lado dos produtores como dos índios, que estão vivendo à mercê da própria sorte e sem condições de alimentação.

O presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, Jean Pierre disse que a questão é gravíssima para todos os lados e que é emergencial uma solução. “Se antes já era, agora é mais ainda pois não é somente os índios que estão sofrendo, mas os produtores rurais também. Queremos uma solução que contemple todas as partes, estamos preocupados com a situação a que as famílias indígenas estão vivendo, doentes, passando fome. Isso não pode continuar. Fomos até Brasília com lideranças da Famasul e expusemos novamente a realidade ao Governo Federal, através do Ministério da Justiça, a quem estão subordinados a Funai e a Polícia Federal. A Funai é o órgão que acompanha os índios e a Polícia Federal responsável em garantir e sobreguardar a Lei. Então, a solução está com o Ministério da Justiça”, afirmou Jean Paes.

Ele disse que o grupo de produtores pontuou duas situações durante o encontro. A primeira para que as invasões tenham um fim, não ocorram mais. “Isso traz uma instabilidade muito grande, prejuízos aos produtores, como vem ocorrendo agora. Então, pedimos para que o Ministro intermedia junto a Funai para que as invasões parem”, explicou Jean.

Em um segundo momento, a classe ruralista afetada diretamente pela problemática quer uma decisão final. “Nem uma nem a outra parte merece viver essa situação. Estamos vivendo em um campo minado, que a qualquer momento pode eclodir. O índio não merece viver essa situação, bem como nós produtores. Queremos apenas e tão somente uma solução, que o Governo Federal faça a demarcação de terras, indenize o produtor e aloje as comunidades indígenas. Pronto. Está garantida a solução”, diz Jean.


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