Quadrilha da Lama Asfáltica movimentou R$ 4,7 bi em 5 anos, segundo a PF

- 06/08/2015 - 0:00 | 0 comentários
Política


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A CGU, RF e PF identificou pagamentos e contratos de R$ 4,7 bilhões em 5 anos com as empresas investigadas pela Operação Lama Asfáltica e controladas por João Alberto Krampe Amorim dos Santos. O empreiteiro é apontado como o responsável por repassar os recursos desviados de verbas federais a partidos, políticos, empresários e outros beneficiados do esquema de corrupção.

Segundo a PF apurou, já um dos pontos de batida na operação “Lama Asfáltica”, a Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura) movimentou a partir de 2013, quando ainda se chamava Seop (Secretaria e Obras Públicas) e era comandada por Edson Giroto, R$ 1 bilhão de recursos provenientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O dinheiro de origem federal financiou parte do MS Forte 2, programa de R$ 3,6 bilhões e que teve 40,93% aplicado em infraestrutura e logística. Com recurso total de R$ 3,6 bilhões, o MS Forte 2 foi lançado em agosto de 2013 e direcionou R$ 1.488.987.213,12 para infraestrutura e logística. As obras de pavimentação e recapeamento foram em parte custeadas por meio de empréstimo de R$ 1.090.916.386,13 com o BNDES.

O programa contemplava 821,348 quilômetros de pavimentação de rodovia, incluindo MS-112 (86,760 km), MS-040 (209,033 km), MS-316/320 (150,97 km), MS-162 (11,824 km), MS-010 (17,418 km), MS-162/355 (32,962 km), MS-274 (13,700 km), MS-324 (14,540 km), MS-178 (17,041 km), BR-419 (228,240 km) e MS-165 (38,860 km). As empresas contempladas com os lotes são as empresas comandada por Amorim: **Proteco, DMP, LD, Encalso, Sanches Tripoloni, CGR e Luca.

Já o exemplo emblemático do descaso com o dinheiro público e da inapetência o Aquário do Pantanal investigada pelo MPF, MPE e CGU, os valores, segundo planilha oficial do governo, somam R$ 200.056.710, 40 em contratos e aditivos da Agencia Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semad).

Empresas de Informática

A Itel de João Baird mantém três contratos ao todo com o governo de Mato Grosso do Sul. O primeiro, com o Detran, é de junho de 2010, mas renovado em setembro de 2014. O valor da prestação de serviços de informática para o órgão é de R$ 27.955.841,87. Totalizando quase R$ 80 milhões.

Outro contrato, também com o Detran, é de prestação de serviços de informática, no valor de R$ 11.839.920, que vigora desde junho de 2011 e foi renovado até maio de 2015. Totalizando quase R$ 48 milhões

A Itel realizou também um serviço de informatização para Iagro por R$ 30.660.915,97, que ainda teve o valor atualizado para R$ 31.845.063,99. Os dados são os declarados no Portal da Transparência do governo do Estado.

Já a empresa PSG Tecnologia aplicada Ltda considerada laranja de Baird movimentou mais de R$ 70 milhões durante o governo de Andre Puccinelli funciona no mesmo prédio do empreiteiro João Alberto Krampe Amorim dos Santos, acusado de comandar o maior escândalo de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e formação de quadrilha envolvendo políticos e servidores públicos em toda história do Mato Grosso do Sul. Empresa laranja de Baird que movimentou R$ 72 mi no governo Puccinelli funciona no prédio de Amorim

Por fim, com valor inicial de R$ 13.319.928,00 em 2012, a Itel já soma R$ 16.648.640,16 em contratos somente com a Sefaz (Secretara de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul), segundo o contrato 1778.

Segundo o que foi apurado, somando os contratos com a Secretária de Estado de Fazenda, Detran-MS e Iagro passamos a incrível marca de R$ 300 milhões só em prestação de serviço em informática.

Prefeitura de Campo Grande

Já a LD e Proteco além de funcionarem no mesmo endereço e terem parentes (Genro e Sogro) como proprietários, duas das empresas investigadas por fraudes em licitações na Operação Lama Asfáltica mantêm ao menos 16 contratos com a Prefeitura de Campo Grande. Fonte da Seintrha (Secretaria Municipal de Transporte Habitação) aponta que os acordos entre o Poder Público e as empresas Proteco Construções e LD Construções chegam a R$ 100 milhões.

Para se ter uma ideia conforme levantamento do i9 os quatro contratos com a Proteco Engenharia para tapa-buraco, totalizam cerca de R$ 18,7 milhões.

Já a empresa de coleta de lixos, a CG Solurb do conglomerado LD Construções de Amorim faturou contrato de 25 anos e recebe R$ 9 milhões por mês do município, de outubro de 2012 a julho deste ano, período de dois anos e meio, o contrato entre a prefeitura de Campo Grande e a Solurb, concessionária da coleta do lixo, mais que dobrou o custo. No início, o município pagava pelo serviço em torno de R$ 4,3 milhões mensais; agora, a limpeza urbana e o manejo dos resíduo sólidos da cidade soma R$ 9 milhões por mês, alta de 107% e com o término do contrato pode chegar a R$ 2,7 bilhões em 2037.

Por fim, a Itel de Baird é de R$ 13 milhões anual firmado em 2001 ainda na gestão de André Puccinelli.