Polícia Federal prende José Dirceu na 17ª fase da Operação Lava Jato

- 03/08/2015 - 0:00 | 0 comentários
Política


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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi preso pela Polícia Federal (PF) em Brasília nesta segunda-feira (3) na 17ª fase da Operação Lava Jato.

Além de José Dirceu foi preso também o irmão dele, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. Os investigadores querem saber se a empresa em que ambos eram sócios, a JD Consultoria, prestou serviços a empresas que desviaram dinheiro da Petrobras.

Nesta nova fase, a PF cumpre 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A operação foi batizada de Pixuleco, em alusão ao termo utilizado para nominar propina recebida de contratos.

O mandado contra Dirceu é de prisão preventiva – quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Já seu irmão foi detido em Ribeirão Preto (SP) e cumprirá prisão temporária, que tem duração de 5 dias.

Segundo a Superintendência da PF em Brasília, para onde Dirceu foi levado, o ex-ministro deve ser transferido ainda nesta segunda para Curitiba, onde estão todos os presos da Lava Jato. Mas a transferência pode atrasar porque depende da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução das penas do mensalão.

Ultimos anos de José Dirceu

Apontado como o mentor do esquema de compra de apoio político durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula, José Dirceu foi condenado no processo do mensalão do PT e cumpre, desde novembro do ano passado, sua pena de 7 anos e 11 meses de prisão em regime domiciliar. Ele foi considerado culpado de corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na Lava Jato, o ex-chefe da Casa Civil é investigado em inquérito na Justiça Federal do Paraná por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. A PF investiga se a empresa de consultoria de Dirceu – a JD Consultoria, criada quando ele deixou o governo Lula, em 2005 – recebia propinas na forma disfarçada de consultorias.

Várias empreiteiras sob investigação na Operação Lava Jato são clientes da JD. Entre 2006 e 2013 o ex-ministro faturou R$ 39 milhões com a empresa de consultoria, sendo que R$ 9,5 milhões foram de empresas investigadas pela Lava Jato. A PF investiga se alguns desses pagamentos eram propina para que Dirceu intercedesse e facilitasse os negócios dessas empresas com a Petrobras. 


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