Conferência Estadual vai acolher propostas que atendam à pluralidade cultural de MS

Titular da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Marcelo Miranda enfatiza que este é o momento para a construção da política pública no Estado e no País

Setescc - 21/11/2023 - 10:04 | 0 comentários
Cultura


Gestores culturais de MS

De segunda a quarta-feira, o teatro Glauce Rocha e salas de multiuso da UFMS serão palcos para ouvir artistas, produtores, gestores e fazedores de cultura de Mato Grosso do Sul durante a IV Conferência Estadual de Cultura.

Para construir diretrizes e políticas públicas estão reunidos mais diversos setores da cultura sul-mato-grossense, como Arquitetura e Urbanismo, Arte Digital, Artes Visuais, Artesanato, Circo, Dança, Design, Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Moda, Música, Música Popular e Erudita, Teatro, áreas de Patrimônio Cultural, Cultura dos Povos Indígenas, Culturas Populares, Expressões Artísticas Culturais Afro-Brasileiras, Museu, Patrimônio Imaterial Cultural e Patrimônio Material.

Titular da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Marcelo Miranda enfatiza que este é o momento para a construção da política pública no Estado e no País.

“A Conferência Estadual tem dois grandes objetivos: primeiro, o de eleger os delegados que vão representar Mato Grosso do Sul na Conferência Nacional na elaboração das nossas pautas de reivindicação para o Ministério da Cultura, mas também a gente aqui vai revisar o nosso Plano Estadual, o nosso Sistema Estadual de Cultura, para que a gente garanta uma política pública realmente que atenda à expectativa da população e dos fazedores de cultura do Estado”.

Protagonismo da sociedade civil

Gestores culturais de MS

Como uma das coordenadoras do Fesc MS (Fórum Estadual de Cultura de MS), Ângela Montealvão ressalta que a Conferência é o momento do protagonismo do sul-mato-grossense. “Na qualidade de Fórum, a gente vem como um grande guarda-chuva, trazendo e provocando a participação da sociedade civil por meio dos colegiados setoriais, agentes culturais e grupos importantes do nosso Estado para debater e pensar as próximas políticas culturais do ponto de vista dos agentes”.

Um dos pontos que o Fórum tem trabalhado é para levar, por meio dos delegados que serão eleitos durante a conferência, as questões de acessibilidade, inclusão e revisão das cotas tanto para povos indígenas quanto para negros. “Precisamos que seja um número correspondente a quantidade de habitantes do nosso Estado e, principalmente, pela relevância destes povos para a cultura de Mato Grosso do Sul, além da regionalização dos recursos”.

À frente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ribas do Rio Pardo, Roger Taveira vem à conferência com o olhar de quem sente a carência dos municípios do interior do Estado, como por exemplo de ter conselhos municipais, fundos municipais de cultura, uma secretaria.

“Em muitos municípios a cultura ainda é um departamento dentro de outras secretarias. Então isso é uma busca que nós fazemos, que nós temos que propor para que seja efetivado, que venha do Executivo Federal esse engajamento, para que tenha secretarias ou fundações, e que tenham realmente planos e sistemas para que sejam implementadas ações específicas de cultura, e que exista uma continuidade, porque um dos problemas que a cultura vem sofrendo é essa descontinuidade”, pontua Roger.

Estilista, a produtora cultural Nair Gavilan reforça que esta é a primeira vez que a moda está participando da conferência como linguagem artística.

“Para nós da moda é extremamente importante estarmos presentes hoje aqui. Nos últimos três anos, temos tentado participar com projetos e inserir o agente cultural da moda na classe artística. Hoje participar é trazer nossos pontos, nossas demandas. Nós temos uma vontade muito grande de entrar no calendário como eventos culturais”, diz.

Neste primeiro dia, a programação trouxe palestras de grandes nomes da cultura no País, como Bernardo Mata Machado que tratou sobre Política cultural, Democracia e Direitos, e André Brayner, que trouxe contribuições valiosas acerca da atuação jurídica e direitos culturais.

Presidente da Associação Reggae MS, Diego Manciba está na luta pela música e filosofia há 15 anos, sendo que 2018 com a associação.

“A Conferência é o momento de dar voz aos que não tem voz. É o que a gente faz. Trazer o impacto, trazer as nossas origens, a intenção é impactar e mostrar a todos a origem do Reggae, que é a origem africana, que passou pelo Caribe e chegou no Brasil, virou essa coisa afro-brasileira e hoje está em todas as cidades, além de fortalecer esse laço com a nossa cultura ancestral africana, estamos pedindo a abertura de espaços próprios para festivais”.


Deixe um Comentário