Operação contra servidores do Estado e empresários pode envolver R$ 68 milhões

Pelo menos é esta a estimativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE) na investigação sobre corrupção na época da pandemia

Da Redação, com informações do MPE - 29/11/2023 - 14:58 | 0 comentários
Cotidiano


Uma das "empresas" investigadas pelo MPE. Foto: Assessoria MPE

O MPE-MS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), se posicionou, no início da tarde desta quarta-feira (29), sobre a Operação de investigação na Capital, que é voltada contra empresários e servidores estaduais de MS , onde extraoficialmente, fatos e nomes de servidores públicos foram apontados envolvidos em esquema de corrupção em questões da então Pandemia da Covid.

De acordo com o MPE, a investigação envolve contratos que somam R$ 68 milhões pagos pelo poder público. Os desvios teriam ocorrido na gestão anterior, de Reinaldo Azambuja (PSDB). Contudo, o ex-governador não é alvo da operação.

A Operação Turn Off é do MPE-MS e foi às ruas com o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), cumprindo inicialmente, oito mandados de prisão preventiva e 35 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Maracaju, Itaporã, Rochedo e Corguinho.

A operação desta manhã deteve o atual adjunto da Secretaria de Educação do Governo do Estado, Edio Castro, levado ao Gaeco. Ele já era adjunto da Educação na gestão passada. Também são alvos o atual adjunto da Casa Civil do Governo do Estado, Flávio Brito, que era secretário de Saúde na gestão passada, e o ex-subsecretário de Comunicação, Thiago Mishima.

Provas

A investigação, conduzida pelo GECOC, constatou a existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, fraude em licitações/contratos públicos e lavagem de dinheiro.

“Em resumo, a organização criminosa atua fraudando licitações públicas que possuem como objeto a aquisição de bens e serviços em geral, destacando-se a aquisição de aparelhos de ar-condicionado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/MS), a locação de equipamentos médicos hospitalares e elaboração de laudos pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), a aquisição de materiais e produtos hospitalares para pacientes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Campo Grande, dentre outros, havendo, nesse contexto, o pagamento de vantagens financeiras indevidas (propina) a vários agentes públicos”, divulgou o MPE.

Segundo Ministério Público, os contratos já identificados e objetos da investigação ultrapassam 68 milhões de reais. Durante os trabalhos, o GECOC valeu-se de provas obtidas na Operação Parasita, deflagrada no dia 7/12/2022, que reforçaram a maneira de agir da organização criminosa.

O nome “Turn Off”, traduz-se da língua inglesa como ‘desligar’. Ele foi originado do primeiro grande esquema descoberto na investigação, relativo à aquisição de aparelhos de ar-condicionado, e decorre da ideia de ‘desligar’ (fazer cessar) as atividades ilícitas da organização criminosa investigada.


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