Preço da cesta básica recua, mas a da Capital é 5ª mais cara do Brasil

Os números da Capital mostram que a maior alta local, foi da batata, que apresentou alta de 30,7%, com preço médio de R$ 4,93

Da Redação, com informações do Dieese - 07/11/2023 - 14:15 | 0 comentários
Campo Grande


Cesta básica de Campo Grande é 5ª mais cara do País. Foto Internet

A cesta básica de alimentos em Campo Grande subiu de custo em 1,08%, no mês de outubro, mantendo a Capital com a 5ª mais cara do Brasil. O valor dos itens de alimentos ficou em R$ 682,97 no mês passado, mas no acumulado deste ano, há uma queda de 8,2%, perfazendo uma baixa dos preços ante números de 10 meses. O município ficou atrás apenas de Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro, que são grandes capitais e centros urbanos muito maior que a Capital de Mato Grosso do Sul. A alta do mês se deve em grande parte ao item batata, que foi a grande vilã com mais de 30% de reajuste pelo comércio Campo-grandense.

Os dados mensal (veja resumo abaixo), são e foram divulgados nesta terça-feira (7), pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), mostrando que em outubro de 2023, o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 12, entre as 17 capitais onde o Departamento realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

Os números da Capital mostram que a maior alta local, foi da batata, que apresentou alta de 30,7%, com preço médio de R$ 4,93. Também apresentaram alta o tomate (6,4%), café em pó (1,5%), carne bovina (1,4%), o arroz agulhinha (0,58%) e manteiga (0,1%). Já o feijão carioquinha e a farinha de trigo apresentaram queda de 5,2% e 3,3%, respectivamente. Também fecharam o mês em queda o leite de caixinha (-1,4%), o óleo de soja (-2,2%) e o açúcar cristal (-0,5%).

Pelo Brasil, as quedas mais importantes ocorreram em Natal (-2,82%), Recife (-2,30%) e Brasília (-2,18%). As altas foram registradas em Fortaleza (1,32%), Campo Grande (1,08%), Goiânia (0,81%), São Paulo (0,46%) e Rio de Janeiro (0,17%).
Porto Alegre foi a cidade onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 739,21), seguida por Florianópolis (R$ 738,77), São Paulo (R$ 738,13) e Rio de Janeiro (R$ 721,17).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 521,96), João Pessoa (R$ 554,88) e Recife (R$ 557,10).

Em 10 ou 12 meses

A comparação dos valores da cesta, entre outubro de 2022 e outubro de 2023, mostrou que 12 capitais tiveram redução do preço médio, com destaque para as variações em Brasília (-7,34%), Campo Grande (-6,91%) e Goiânia (-5,88%). Outras cinco cidades tiveram variações positivas: Salvador (0,09%), Aracaju (1,25%), Natal (1,52%), Belém (2,88%) e Fortaleza (4,23%).

Já somente entre os 10 meses de 2023, o custo da cesta básica diminuiu em 16 cidades, com taxas entre -11,12%, em Brasília, e -0,38%, em Natal. A alta foi registrada em Aracaju (0,17%).

O Dieese pontua ainda que a jornada de trabalho para adquirir a cesta básica de alimentos foi de 113 horas e 50 minutos, comprometendo 55,9% do salário mínimo, de R$ 1.302.

CAMPO GRANDE – NÚMEROS DE OUTUBRO

Valor da cesta: R$ 682,97
Valor da cesta básica para uma família composta por quatro pessoas : R$ 2.048,91
Variação mensal : 1,08%
Variação no ano: (-8,23%)
Variação em 12 meses: (-6,91%)

Os três meses consecutivos de retração no preço da Batata (30,77%) foram encerrados com a alta mais expressiva entre as 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE. Apesar do aumento, e do preço médio de R$ 4,93 o quilo, o tubérculo ficou mais acessível na comparação com Outubro de 2022, quando o preço médio foi de R$ 5,32.

O preço do tomate (6,46%) manteve a alta registrada no mês de Setembro – apesar da boa disponibilidade interna, assim como o arroz agulhinha (0,58%);
No décimo mês do ano, café em pó (1,58%), carne bovina (1,43%), e manteiga (0,19%) reverteram as altas até então registradas. No caso do café, o aumento de preços de uma determinada marca fez com que a variação ficasse positiva. De Janeiro a Outubro, o preço da bebida apresenta queda (-10,04%).

O feijão carioquinha (-5,21%) completou um semestre de queda nos preços, assim como a farinha de trigo (-3,34%).

O quadrimestre de altas nos preços da banana foi interrompido pela retração no preço da fruta em Outubro. Considerando que de Setembro a Dezembro é o período de safra da banana prata, é possível que os preços mantenham a variação negativa.

Mantiveram a trajetória de retração de preços o leite de caixinha (-1,47%), o óleo de soja (-2,24%), e o açúcar cristal -0,52%) – estes últimos, com boa produção interna.

A jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica na capital foi de 113 horas e 50 minutos, e o comprometimento do salário mínimo líquido4 para aquisição de uma cesta alcançou 55,94%.

 

 

 


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