INSS inicia hoje o pagamento da 2ª parcela do 13º para quem recebe acima do piso

Até 7 de julho, mais de 30 milhões de segurados serão beneficiados com a segunda parcela, entre aposentados e pensionistas

R7 - 03/07/2023 - 6:55 | 0 comentários
Brasil


Pagamento para quem recebe acima do piso começa hoje. Foto: INSS

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a pagar nesta segunda-feira (3) a segunda parcela da antecipação do 13° salário aos segurados que recebem acima do piso salarial (R$ 1.320). Até 7 de julho, mais de 30 milhões de segurados serão beneficiados, entre aposentados e pensionistas.

Os valores da segunda etapa do abono anual começaram a ser pagos no dia 26 de junho àqueles que recebem um salário mínimo e, agora, aos que recebem valores acima do mínimo (veja calendário abaixo). Para estes, os créditos serão feitos de 3 a 7 de julho, a começar pelos segurados que têm final de matrícula 1 e 6.

Essa segunda parte do pagamento do abono vem com descontos, como o do Imposto de Renda, por exemplo, proporcional para segurados com até 64 anos de idade e que têm renda mensal acima de R$ 2.640,00.

Calendário da segunda parcela
Quem recebe salário mínimo (R$ 1.320)

Final do benefício 1 – 26/6
Final do benefício 2 – 27/6
Final do benefício 3 – 28/6
Final do benefício 4 – 29/6
Final do benefício 5 – 30/6
Final do benefício 6 – 3/7
Final do benefício 7 – 4/7
Final do benefício 8 – 5/7
Final do benefício 9 – 6/7
Final do benefício 0 – 7/7

Quem recebe acima do salário mínimo

Final do benefício 1 e 6 – 3/7
Final do benefício 2 e 7 – 4/7
Final do benefício 3 e 8 – 5/7
Final do benefício 4 e 9 – 6/7
Final do benefício 5 e 0 – 7/7

Como acessar o extrato de pagamento
A consulta do valor referente ao 13º pode ser checada de forma online no aplicativo ou site Meu INSS e o saque pode ser feito em caixas eletrônicos e casas lotéricas.

• Para consultar, acesse o site: https://meu.inss.gov.br/

• Clique em “Entrar com gov.br

• Insira o CPF para fazer o login ou cadastrar senha

• Entre no Meu INSS

• Clique em “Do que você precisa?”

• Selecione “Extrato de pagamento”

• Salve o documento em PDF

Quem tem direito
Recebem o abono os beneficiários de aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão, pensão por morte e outros auxílios administrados pelo instituto.

Os segurados do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) — pago a idosos de baixa renda acima de 65 anos e a pessoas carentes com deficiência, equivalente a um salário mínimo — e da Renda Mensal Vitalícia — mantida apenas para aqueles que já eram beneficiários até dezembro de 1995 — não recebem o 13° salário.

Para saber quando o pagamento será depositado, basta ver o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Por lei, não têm direito ao 13º salário os segurados que recebem benefícios assistenciais. Por isso, o número de benefícios com o 13º salário é menor do que o número total de benefícios pagos pelo INSS, em torno de 37 milhões.

Para os benefícios concedidos após o mês de maio de 2023, o pagamento do abono anual será efetuado em parcela única, juntamente com a mensalidade da competência de novembro de 2023.

Nos últimos três anos, em 2020, 2021 e 2022, o 13º salário também foi antecipado, como uma ação para minimizar os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Normalmente, o abono é pago no segundo semestre do ano, em agosto e novembro.

O adiantamento da remuneração extra é apontado pelo Ministério da Previdência Social como uma ferramenta para estimular a economia.

O piso nacional atual, de R$ 1.320, é o valor mínimo para aposentadorias, pensões por morte e auxílio-doença em 2023. Já o teto do INSS, que estabelece o valor máximo de qualquer benefício pago pelo instituto, é de R$ 7.507,49.

A antecipação do benefício alcança todos os estados brasileiros e representa uma injeção de recursos nos mercados locais.

São Paulo é o estado que receberá o maior repasse para pagamento do abono anual, levando-se em conta os dois meses de pagamento. Serão R$ 17,7 bilhões em recursos. Na sequência aparece Minas Gerais, com R$ 6,9 bilhões em repasses, seguido por Rio de Janeiro (R$ 6 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 5 bilhões), Paraná (R$ 3,67 bilhões) e Bahia (R$ 3,6 bilhões).


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