Uma palestra sobre inteligência artificial nos cuidados pré-natais, realizada na última sexta-feira (4), apontou que a ferramenta de IA deve ser vista como um apoio, e não como substituta do profissional de saúde.
Segundo o médico obstetra Dr. Eduardo Cordioli, a partir desse cenário, uma ferramenta de inteligência artificial foi criada para acompanhar e auxiliar gestantes na resolução de dúvidas ao longo de todo o processo.
A chamada “Madrinha Joana” é uma iniciativa do grupo Santa Joana e responde a dúvidas sobre alimentação, registra o histórico da paciente e consegue alerta-la quando existe a necessidade de buscar atendimento médico.
Direcionada às gestantes, a IA também é treinada para reconhecer os próprios limites, com capacidade de responder “eu não sei” em casos que a paciente precise procurar um médico. Assim, a ferramenta pode indicar que determinado sintoma é “potencialmente grave“, mas ainda esclarecer que não pode fornecer um diagnóstico.
Para Cordioli, questões relacionadas a informações não clínicas também podem ser direcionadas à inteligência artificial, como: “Que tipo de roupa eu tenho que levar no dia do parto?”.
“São perguntas de conforto. Isso a inteligência artificial responde e tira a sobrecarga do profissional de saúde”, acrescentou o profissional.
