1 julho, 2026
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Procuradoria italiana pede que Justiça rejeite extradição de Zambelli

Roma e Brasília — A Procuradoria-geral da Itália pediu à última instância da Justiça daquele país, nesta quarta-feira (1°/7), que rejeite a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, no processo referente à condenação dela no Brasil por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O órgão atendeu a uma tese da defesa, que alega, perante à Corte de Cassação de Roma, que o julgamento do processo no Brasil foi afetado por falta de imparcialidade. A decisão do colegiado deve sair ainda nesta quarta.

Este é o segundo processo que Zambelli enfrenta sobre extradição na Itália. No primeiro, referente à condenação pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Corte romana decidiu anular o processo, entendendo que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, não reunia condições de imparcialidade para o julgamento, pois teria sido vítima do crime pelo qual Zambelli foi condenada.

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Zambelli foi condenada no Brasil por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal
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Zambelli foi condenada no Brasil por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal

Reprodução/Redes Sociais

Carla Zambelli
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Carla Zambelli

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Ex-deputada Carla Zambelli está atualmente detida em Roma, na Itália
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Ex-deputada Carla Zambelli está atualmente detida em Roma, na Itália

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Ex-deputada Carla Zambelli
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Ex-deputada Carla Zambelli

Igo Estrela/Metrópoles

Justiça da Itália considerou que Moraes não tinha condição de imparcialidade para julgar o processo da invasão hacker ao sistema CNJ, pois era vítima do caso
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Justiça da Itália considerou que Moraes não tinha condição de imparcialidade para julgar o processo da invasão hacker ao sistema CNJ, pois era vítima do caso

Reprodução

A condenação pela qual a extradição está em julgamento desta quarta teve Gilmar Mendes como ministro relator no Brasil. Porém, a Corte italiana entendeu que o ministro Alexandre de Moraes pode ter influeciado o segundo julgamento também, acolhendo a tese da defesa de Zambelli.

No Brasil, ela foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, e a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal — no caso em que ela estava armada e perseguiu um homem na rua, durante as eleições de 2022.

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